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Ele costuma postar fotos das infrações em seu perfil pessoal na internet.
‘Logo ele vai receber a nossa visita’, garante delegado responsável.

Fernando Castro
A delegacia de Ciber Crimes de Curitiba vai investigar um suspeito de pichar uma série de prédios e que costuma postar as fotos de seus atos no Facebook. 
O suspeito, que se identifica na rede social como “Thcapertamaisum Zonaoestecwb”, exibe em seu perfil uma série de pichações com sua “assinatura” espalhadas pela cidade. Ele se vangloria dos atos nas mensagens, nas quais recebe diversas menções de aprovação. A mais recente foi postada na quarta-feira (18), e mostra um edifício de 11 andares com pichações reivindicadas pelo suspeito. Na mensagem, ele cita ainda a participação de outras duas pessoas, identificadas como “CYE – 12ABA” e “YOUR – MAC”.
Print Screen Facebook pichador (Foto: Reprodução)Pichador posta as fotos de seus “feitos” em perfil pessoal na internet (Foto: Reprodução)
No álbum de fotos, é possível ver pelo menos outros 20 “troféus” exibidos pelo autor. Também está exposta uma foto, supostamente do suspeito, utilizando um artefato caseiro para o uso de drogas.
De acordo com o delegado, a partir da formalização da denúncia, o procedimento policial é a coleta e rastreamento de quem postou a imagem, com objetivo de chegar até a origem das conexões. “Então a gente faz o isolamento, a quebra de sigilo em cima desse material”, explicou Gonzaga.
Para apurar a característica da infração, o delegado afirmou que é preciso uma análise minuciosa do conteúdo das postagens, contudo, à primeira vista, o policial já identificou dano ao patrimônio. “Qualquer detalhe pode dar um enquadramento diferente”, disse. Para ele, existe uma diferença básica que precisa ser distinguida, entre apologia e incitação aos atos. Esta segunda ocorre quando o suspeito, além de cometer o ato, incentiva os demais a tomar a mesma atitude.
A partir da identificação da infração, é preciso verificar se o suspeito é réu primário. Neste caso, a pena se enquadra em serviços à comunidade e pagamento de cestas básicas. Contudo, se for reincidente, o infrator pode ter a pena alterada para detenção. Existe ainda a possibilidade de formação de quadrilha, se as ações forem praticadas por um grupo, o que pode conferir reclusão de um a três anos.
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